Século XXI é a era do acelerado avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (Tic’s). Vibramos diante do lançamento de um novo e mais avançado aparato tecnológico que irá facilitar nossa vida. Comprar livros, músicas e outros produtos pela internet já é um estilo de compra institucionalizado em nosso meio.
Mas, cerca de 650 milhões de pessoas no mundo e quase 25 milhões de brasileiros (dados do censo de 2000 do IBGE), não têm muito o que comemorar. O acesso às novas tecnologias é mais um desafio para essas pessoas com deficiência. Oferecer a elas a possibilidade de usufruirem das vantagens das novas tecnologias não é uma questão de solidariedade, mas de direito.
O futuro da democracia perparsa, necessariamente, pelo direito de todos a 100% de acesso às tecnologias de informação. Um bom começo é a quebra de barreiras arquitetônicas de acesso à comunicação e de acesso físico. Muitos telecentros, laboratórios de informática gratuitos para jovens foram implantados, mas pouco se comenta e se articula para a criação de centros de informática totalmente acesíveis, com programas adequados para pessoas com deficiência visual,por exemplo, como DOX VOX, que pode ser baixado gratuitamente.
O projeto Agenda Deficiência, criado pela Rede SACI (Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação) e Fundação Banco do Brasil, viabiliza a troca de informações e a inclusão destes internautas. A iniciativa funciona há quase um ano e por meio de fórum on-line , pessoas de todo o país podem tirar dúvidas e dar idéias para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. As questões abordadas serão futuramente transformadas em documento propondo políticas públicas.
No Brasil, decreto de Lei n° 5296, de 02 de dezembro de 2004, que regulamenta as Leis n°s 10.048/ 2000 e 10.098/2000, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. O decreto traz recomendações para que todos sites de órgãos públicos sejam adaptados às pessoas que têm algum tipo de deficiência, em especial os deficientes visuais, garantido pleno acesso às informações disponíveis.
O prazo para o cumprimento da Lei era de um ano. Mas, como muitas outras leis no Brasil, essa ainda não foi cumprida…Enquanto isso, ampliamos a exclusão de pessoas com deficiência da nossa sociedade para o âmbito tecnológico e informacional.
(L.P)
democracia? tecnologia?
ah… democracia, infelizmente, não existe… é uma pena.
tecnologia? nossa… essa menos ainda, pra maioria das pessoas.
mas a grande questão é: como fazer com que todos possam usurfruí-la? no dia em que colocarmos isso em prática, os EUA quebra, o capitalismo vai pras cucuias e o mundo provavelmente explodirá, pq logo depois será dado o inicio do apocalipse!!
Mas, apesar de tantas consequências ruins pros donos da grana nesse mundo, há uma coisa que todos deveriam prezar (e que dinheiro não compra): amor.
ele por si só resolveria tudo. utopia? ah sei lá! que trem dificil, sô! xD
:**
Bom eu faria as seguintes perguntas, que nós do GT de educação e tecnologia no conexões de saberes temos feito a meses. Incluir onde? como? pra quê? A questão da tecnologia é pontual nesse debate.
Como incluir essas pessoas, a partir de que mecanismos?
Iremos inclui-los na sociedade da informação? Pra quê? A serviço de quem ela está? Ou simplesmente viramos as costas para eles e os deixamos a margem como já estão, seria a caminho mais fácil, não? Mas como vcs mesmas disseram não é uma questão de solidariedade mas de direito, todos deveriam ter acesso a informação. Mas a informação pura e simplesmente resolve o caso, eles vão ser mais ou menos cidadãos? Então complicado né?
Nos indagamos sobre tudo isso no Gt, não temos conclusões definitivas, ninguém tem! Mas colocamos a questão de uma educação problematizadora, assim como a concebeu nosso ilustre Paulo Freire, uma educação que busca a liberdade de pensamento, o questionamento, algo que nem a informação, nem a tecnologia trazem por si sós…
é isso… abraço a todos…
obs: lembrando que nesse caso eu estou diferenciando informação de conhecimento.
De fato, Wanderson, a informação pura não promove mudança. A internet tornou-se um essencial meio de comunicação entre nós. Precisamos hoje de e-mails para nos comunicar e nós, que temos acesso às novas Tic’s, temos, por exemplo, a oportunidade de escrevermos o que pensamos em um blog. Essa são algumas questões essenciais que tornam necessária a validação desse direito. Mas a sua colocação sobre educação é fundamental e importantíssima tb! Talvez mereça um outro post, que enfoque por exemplo, o direito de pessoas com deficiência cursarem uma faculdade. Você já ouviu falar em professor universitário que fale libras e que dê aula falando a Língua Brasileira dos Sinais? Eu não! Mal mal temos rampas em alguns prédios da nossa Universidade! Valeu a contribuição!
É verdade, os questionamentos que fiz são os mesmos dos feitos por nós no Gt.
Realmente são muitas as lacunas, mas quando eu falei de tecnologia e exclusão eu não estava me referindo especificamente aos portadores de necessidades especiais, mas as problemáticas que envolvem a tecnologia e sua possibilidade de ser um suporte para o desenvolvimento educacional e cidadão consequentemente…é isso quando puder estarei ligado e comentando…parabéns pelo blog e pelos assuntos, até que enfim um blog interessante…abraços